PM > Música de Minas….

17 04 2008

A citação que fiz no último post sobre a “música de Minas” na verdade é para ser entendida não só como uma referência ao estado das Minas Gerais, mas é extensivo a qualquer interior que contenha aquela paisagem campestre, o mato verdinho e as arvores somando-se ao cenário.

Como citei anteriormente, tanto Beto Guedes como Roupa Nova podem compor a galeria dos intérpretes das “canções de Minas”, vou ainda além, tanto Milton Nascimento (que foi criado em Três Pontas) quanto Caetano podem representar a mesma classe; afinal ouvir o cantor de Santo Amaro citar “a franja da encosta, cor de laranja, capim rosa-chá (…) a prata do trem” e não lembrar de uma descrição da paisagem mineira é impossível; a encosta são os grandes morros, o capim, e o trem que corta todo o triângulo mineiro.

Mais descritivo ainda é Beto Guedes que além de possuir uma voz gerada no campo cita em uma de suas músicas: “…meu papagaio o vento carregou e lá se foi pra nunca mais, tem linha nova que pai comprou”. Típico menino do interior que fica na frente da igreja soltando pipa o dia inteiro. Fugindo um pouco da minuciosa descrição, Beto, em parceria com Fernando Brant, compôs uma música, que sempre me chamou atenção, por parecer totalmente oriunda de algum sonho; Feira moderna que eu pude ouvir primeiramente numa versão dos Paralamas no show acústico MTV de 99, parece surgir como um grande grito de liberdade.

Voltando á parte descritiva, Lô Borges abusa desse artifício, é só conferir uma de suas músicas mais famosas “Paisagem na Janela”, “da janela lateral (…) vejo uma igreja (…), vejo um vôo, um pássaro).

Pesquisando mais sobre a música de Minas, fiquei sabendo sobre um certo “Clube da Esquina” que nos anos 60 juntava nada mais, nada menos que Milton Nascimento, Beto Guedes, Flávio Venturini e Lô Borges, além de alguns integrantes do 14 Bis, imagine o que essa galera não aprontava junta, e os caras ainda gostavam de Beatles.

Pulando mais para a atualidade Emmerson Nogueira que apareceu a pouco tempo para a grande mídia pode também ser considerando um dos grandes músicos de Minas, excelente intérprete e violonista, Emmerson soube criar arranjos totalmente inovadores e que se aplicam perfeitamente aos grandes sucessos dos anos 70/80. O grande traço mineiro da musicalidade de Emmerson talvez seja o toque do violão de 12 cordas, como alguns amigos meus mesmo dizem, “quase uma viola”. Confiram a introdução da versão que ele fez para a música “Forever young” de Alphaville.

Vamos ouvir a música de Minas meu povo, “é bão também”.

Felipe Silvany

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