PM > Um pouco de Oasis…

1 05 2008

Talvez com Oasis eu tenha aprendido a verdadeira dimensão da expressão Rock N´Roll. Para mim, o Oasis é como a cristalização da expressão, é a forma material.

A banda nasceu no começo dos anos 90 em Manchester, mais uma cinzenta e laboral cidade inglesa e sempre trouxe a característica do rock britânico, com todas as influências que este permite adquirir.

A banda não seria a banda sem Liam ou Noel, este último que é a base, escreve as músicas, toca e até canta, e muito bem; Liam só canta, só canta não, o cara canta muito, não que ele tenha uma voz a lá Axel ou Kurt Cobain, mas é diferenciada, tem um estilo todo próprio, como deve ser a voz de uma grande banda de Rock.

Assim como toda banda clássica de Rock, Oasis vivia(segundo os integrantes não vivem mais) cercado de bebidas, drogas e mulheres, brigas também, não poderia faltar; aliás os irmãos Gallagher parece que nunca cresceram e a discussão entre eles é sempre comum. Discutir em cima do palco e resolver não cantar, uma atitude que poderia comprometer qualquer apresentação de banda, não é mesmo? Isso ocorreu com Oasis; na introdução de “Whatever” num show com orquestra (violoncelos, violinos e tudo mais) Liam começou a discutir com Noel e o som rolando, determinada hora Liam saiu do palco aos xingamentos, Noel com toda a sua tranqüilidade chamou a banda, tocou sua viola e cantou, tão bem, ou melhor, que Liam cantaria, a platéia ficou completamente extasiada.

Eles não negam nem nunca negaram a influência dos Beatles, existe uma história até de que quando John Lennon veio a falecer, após um fã, num ato que eu nem sei como explicar, ele não só matou um homem, mas antes de tudo um dos maiores símbolos da música e da paz naquele tempo de Guerra Fria; neste mesmo dia Liam viu sua mãe chorando na frente da TV, ele então se aproxima e pergunta o motivo, ela disse que um grande homem tinha morrido; tempos depois ele veio a saber que era Lennon, dizem que esta história foi a inspiração para “Live Forever”. Em clipes como “Don´t go away” e “Wonderwall” é possível perceber o visual de Liam muito semelhante ao de John Lennon, o cabelo com o mesmo corte, a franja e os óculos arredondados, clássico. Tem até a introdução de “Don´t look back in anger” que muitos dizem ser plágio de “Imagine”, além de outras “coincidências”.

O ano de 1994 foi muito importante para a banda, uma série de shows nos E.U.A. pôde expandir o nome Oasis num grande palco do rock, eles saíram de lá já com outros shows marcados. Além de ter sido lançado “Definitely Maybe”, álbum de estréia vendido mais rapidamente na história.

Como uma banda completa, eles tem músicas eminentemente rock n´roll, aquelas de extravasar, de por a raiva para fora, como “Morning Glory” e “Supersonic”; algumas bem melódicas como “The Masterplan”, outras para lembrar de alguém que você ta gostando como “Songbird” ou de um amigo do peito “Stand by me”.

Os riffs de Oasis são marcantes, para mim o mais especial é o de “Morning Glory”, que vem na introdução e finaliza com uma grande participação da bateria, realmente é inspirador. “Supersonic” também possue um riff inconfundível, daqueles que deixa a galera louca antes de se cantar o primeiro verso. No Brasil, o mais conhecido acorde talvez seja o de “Wonderwall”, acústico no começo, só violão.

Ultimamente a banda tem se dedicado á gravação do novo CD, nos estúdios em Los Angeles, já estão quase finalizando.

Escutem um pouco de Oasis, e quem já escuta, escute mais….

Felipe Silvany

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