PM > A prata que podia ser ouro…

26 05 2008

Na vida comum as injustiças estão por toda a parte; não me refiro aqui, às de cunho social, mas àquelas referentes ao reconhecimento da sociedade para com determinadas pessoas que fizeram e fazem de suas vidas grandes exemplos ou que produzem grandes feitos.

No mundo da música o não reconhecimento ou a valorização pormenorizada (que é o ponto aonde desejo chegar) ocorrem com muita freqüência Não é raro as pessoas esquecerem de grandes músicos do passado que influenciaram ou influenciam aqueles que produzem a música na atualidade. No Brasil o caso é mais grave, pois como todos sabem a memória do brasileiro é curta. Eu não me surpreenderia se daqui a 30 anos os brasileiros mais novos não conhecessem (devido a uma não propagação da história por parte das gerações anteriores) nomes como Raul Seixas, Tim Maia, Renato Russo ou Cazuza. Muita gente da minha geração não sabe quem é Erasmo Carlos ou quem foi Wilson Simonal; que para mim não são cantores tão “pré-históricos”, a jovem guarda não tem tanto tempo assim; aliás a humanidade não tem tanto tempo assim. Achar-se moderno na atualidade é um pouco de pretensão; e nem é tão bom ser tão moderno, a modernidade lembra muito o ideal capitalista que traz consigo a conseqüência da subtração de valores básicos para o ser humano, como o senso de coletividade.

Voltando ao tema central, desejo chegar à valoração pormenorizada que é feita pela sociedade a determinados cantores e bandas; estas que geralmente contam com grupo menor de fãs. No Brasil são exemplos Nando Reis e Biquíni Cavadão. O primeiro ainda goza de uma maior popularidade, mas que classifico como pequena para a sua grandeza; considero Nando um dos maiores compositores brasileiros da atualidade, aliás a algum tempo ele já ocupa este posto. Músicas como “Cegos do Castelo”, “Marvin”, “Por onde andei” e “O Segundo sol”, além de tantas outras mostram a genialidade deste paulistano com tanta facilidade para unir palavras numa melodia. Nando ganhou uma maior notoriedade a um tempo atrás quando produziu seu álbum ao vivo, gravado em Porto Alegre; uma coletânea só com as melhores canções.

Biquíni Cavadão, uma banda carioca, que já está na estrada a um bom tempo, possue um aglomerado de canções bem interessantes; as que fizeram mais sucesso foram os verdadeiros “hits-baladas” como “Janaína”, ”Dani” e “Vento Ventania”, porém as músicas que contém as letras mais bonitas como “Vou te levar comigo”, “Quando eu te encontrar” e “Meu reino” não ganharam tanta repercussão. O Biquíni conta com um público fiel que compra os Cd´s e acompanha a carreira de perto, é difícil achar um verdadeiro fã da banda que curte exclusivamente as músicas reproduzidas na rádio ou na TV.

Abaixo segue os links de dois clipes, um de Nando e outro de Biquíni Cavadão.

Felipe Silvany

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2 responses

27 05 2008
Gledson

Bem lembrado, a história só irá existir se a contarmos, se passarmos adiante o que foi bom, e em certa época marcou na história seu nome para sempre, como merecimento alcançado.

27 05 2008
CrEXiTo

Muito bacana o texto. Espero q essa previsão de q esses nomes sumam n aconteça realmente. Esquecer nomes como os de Renato, Cazuza e outros seria realmente péssimo pra música brasileira.

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