PM > As músicas divinas…

8 05 2008

Quando se quer afirmar que algo é divino busca-se na mente as figuras mais puras e celestiais existentes no universo, para alguns finito e para outros infinito. Apesar de não querer citar o lado eclesiástico da expressão, mas já admitindo a influência da Igreja na conceituação do que é divino, esta palavra nos faz lembrar de algo elevado, de um plano superior.

Pois é, num dia desses percebi o quão divinas são determinadas canções, para mim muito dos seus compositores e intérpretes receberam influência de seres elevados no momento da criação e da reprodução deste tipo de poesia cantada. Um exemplo básico é “Let it be”, que é totalmente transcendental, algo muito mais espiritual do que qualquer pessoa possa imaginar, é como se anjos tivessem tocando suas arpas e iluminando tudo ao redor. A própria letra fala até de certa “Mother Mary” que sempre leva conselhos reconfortantes.

Aqui no Brasil, há um exemplo de um grande poeta, que fez uma música que se enquadra facilmente na concepção da divindade cancioneira. “São 7 horas da manhã, vejo o Cristo da janela…” Cazuza quando escreveu “Um trem para as estrelas” estava realmente num momento de plenitude, numa purificação completa da alma.

“Velha Infância’’ segue a mesma linha; a tríade de Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown gerou uma das músicas que para mim mais tocam o lado inocente e singelo do amor.

A combinação da voz leve e flutuante de Marisa com a com o som bem grave, quase gultural de Arnaldo resultou no que é para mim uma obra-prima. O arranjo também ajuda, por ser bem melódico e simples com a parte percussiva representada por instrumentos que parecem chocalhos que produzem um som bem leve.

Ainda no Brasil, posso citar uma reprodução feita num show que resultou na gravação de um CD/DVD lançado em 2005; Leoni juntamente com Hebert Vianna cantaram “Canção pra quando você voltar”; a música passa uma tranqüilidade impressionante, causa no ouvinte uma quietude na alma e de que quebra a música encerra com um mantra budista; é bom para aqueles dias em que a pessoa precisa fechar os olhos e respirar bem fundo.

Para finalizar gostaria de voltar aos estrangeirismos para citar Coldplay numa música com um liame muito próximo com as outras citadas anteriormente; “Clocks” inicia-se com uma parte de piano clássico, fantástico. É daquelas músicas que faz você parar de fazer tudo o que estava fazendo até então, só para ouvir; se estiver com mais de uma pessoa, certamente o silêncio vai pairar no ambiente.

E então, qual música divina você me sugere ouvir?

Felipe Silvany





PM > Um pouco de Oasis…

1 05 2008

Talvez com Oasis eu tenha aprendido a verdadeira dimensão da expressão Rock N´Roll. Para mim, o Oasis é como a cristalização da expressão, é a forma material.

A banda nasceu no começo dos anos 90 em Manchester, mais uma cinzenta e laboral cidade inglesa e sempre trouxe a característica do rock britânico, com todas as influências que este permite adquirir.

A banda não seria a banda sem Liam ou Noel, este último que é a base, escreve as músicas, toca e até canta, e muito bem; Liam só canta, só canta não, o cara canta muito, não que ele tenha uma voz a lá Axel ou Kurt Cobain, mas é diferenciada, tem um estilo todo próprio, como deve ser a voz de uma grande banda de Rock.

Assim como toda banda clássica de Rock, Oasis vivia(segundo os integrantes não vivem mais) cercado de bebidas, drogas e mulheres, brigas também, não poderia faltar; aliás os irmãos Gallagher parece que nunca cresceram e a discussão entre eles é sempre comum. Discutir em cima do palco e resolver não cantar, uma atitude que poderia comprometer qualquer apresentação de banda, não é mesmo? Isso ocorreu com Oasis; na introdução de “Whatever” num show com orquestra (violoncelos, violinos e tudo mais) Liam começou a discutir com Noel e o som rolando, determinada hora Liam saiu do palco aos xingamentos, Noel com toda a sua tranqüilidade chamou a banda, tocou sua viola e cantou, tão bem, ou melhor, que Liam cantaria, a platéia ficou completamente extasiada.

Eles não negam nem nunca negaram a influência dos Beatles, existe uma história até de que quando John Lennon veio a falecer, após um fã, num ato que eu nem sei como explicar, ele não só matou um homem, mas antes de tudo um dos maiores símbolos da música e da paz naquele tempo de Guerra Fria; neste mesmo dia Liam viu sua mãe chorando na frente da TV, ele então se aproxima e pergunta o motivo, ela disse que um grande homem tinha morrido; tempos depois ele veio a saber que era Lennon, dizem que esta história foi a inspiração para “Live Forever”. Em clipes como “Don´t go away” e “Wonderwall” é possível perceber o visual de Liam muito semelhante ao de John Lennon, o cabelo com o mesmo corte, a franja e os óculos arredondados, clássico. Tem até a introdução de “Don´t look back in anger” que muitos dizem ser plágio de “Imagine”, além de outras “coincidências”.

O ano de 1994 foi muito importante para a banda, uma série de shows nos E.U.A. pôde expandir o nome Oasis num grande palco do rock, eles saíram de lá já com outros shows marcados. Além de ter sido lançado “Definitely Maybe”, álbum de estréia vendido mais rapidamente na história.

Como uma banda completa, eles tem músicas eminentemente rock n´roll, aquelas de extravasar, de por a raiva para fora, como “Morning Glory” e “Supersonic”; algumas bem melódicas como “The Masterplan”, outras para lembrar de alguém que você ta gostando como “Songbird” ou de um amigo do peito “Stand by me”.

Os riffs de Oasis são marcantes, para mim o mais especial é o de “Morning Glory”, que vem na introdução e finaliza com uma grande participação da bateria, realmente é inspirador. “Supersonic” também possue um riff inconfundível, daqueles que deixa a galera louca antes de se cantar o primeiro verso. No Brasil, o mais conhecido acorde talvez seja o de “Wonderwall”, acústico no começo, só violão.

Ultimamente a banda tem se dedicado á gravação do novo CD, nos estúdios em Los Angeles, já estão quase finalizando.

Escutem um pouco de Oasis, e quem já escuta, escute mais….

Felipe Silvany





PM > A estética e a música…

24 04 2008

Desde muito antes, a combinação da aparência dos cantores e bandas com a música propagada por eles se consolida. É verdade que muitos deles se utilizam mais dessa imagem para poder ganhar espaço na mídia do que propriamente através de sua musicalidade.

Dos figurinos mais simples aos mais sofisticados, a moda e a atitude sempre influenciaram na persuasão, na chegada da música aos ouvidos dos fãs. Um exemplo clássico do excesso de modelitos e um decréscimo de musicalidade são as chamadas “boy bands”; as meninas ficavam malucas com os carinhas bem vestidos, com o cabelo cortado de um jeito diferente; tempos de Backstreet boys e N Sync.

Falando em cabelo, percebi outro dia uma comunhão entre as bandas inglesas; os Beatles lançaram a moda do cabelo lisinho, cortado bem certinho; com o tempo os cabelos modificaram um pouco as suas formas, mas o “molde” é o mesmo; é só analisar Oasis, Artic Monkeys, Strokes e The Jam.

Um dos grandes símbolos desta combinação moda/música é Michael Jackson; todas aquelas calças apertadas, as jaquetas de couro misturado á uma voz legal e as músicas dançantes resultou no maior vendedor de discos da história.

O punk, além de ter trazido muito para o novo modo de fazer rock, influenciou também toda a moda daquela geração, muito preto e os cabelos duros e espetados de gel. A atitude também era algo que ressaltava, que o diga Joe Strummer do The Clash além de Sex Pistols e Ramones nos EUA.

Outro movimento, só que dessa vez precoce em relação ao acontecimento musical foi o movimento Rastafari. O reggae ajudou muito a disseminar toda aquela onda dos Dreads e a própria filosofia dos Rastas.

Um exemplo craxo do excesso de moda e decréscimo de musicalidade são as bandas apontadas erradamente por uma parte da mídia, como a nova geração do rock brasileiro; eu prefiro não citar nomes de bandas mas eles abusam dos cabelos lisinhos com camisas apertadinhas e deixam de lado um bom vocal, com letras legais e riffs memoráveis.

Vamos abrir os olhos, pessoal, existem os bons e os que querem parecer bons.

Felipe Silvany





PM > Parceria futebol-música….

3 04 2008

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O futebol sempre acompanhou a musica, desde o seu nascimento; afinal este esporte também é considerado arte por muitos. Não há como negar que os dribles e as jogadas de efeito combinam e muito com os acordes e batuques dos instrumentos.

O Brasil que tem como jargão ser “o país do samba e do futebol” se destaca ainda mais por ter muitos compositores amantes do esporte bretão; é como um retrato do brasileiro que trabalha o dia todo e a noite quer relaxar e sentar pra assistir o seu time de coração ou então a seleção brasileira na frente da TV ou até indo a um estádio.

Minha memória faz as primeiras relações musica-futebol com as marchas utilizadas nas épocas de copa, quem nunca ouviu? “90 milhões em ação, pra frente Brasil, meu coração…” é o que empolgava Pelé, Tostão, Jairzinho, Rivelino, Gerson e Cia na seleção de 70, um dos melhores times da história que teve como seu comandante Zagallo, que assumiu o cargo após Saldanha ser posto pra fora por não atender uma exigência do Presidente de convocar Dario; tempos de Ditadura.

Em 1982, outra seleção fantástica, porém não vitoriosa, teve com trilha sonora “Voa canarinho voa…” A seleção canarinho mostrou pena que Zico, Sócrates, Falcão e outros não trouxeram o caneco.

Quando muda-se o cenário, de seleção para clube de futebol, não há como negar que o time que mais tenha recebido canções ,citando sempre seu nome, seja o Flamengo, não é querendo puxar a sardinha pros rubro-negros não, mas na minha mente, agora, vem pelo menos 6 músicas com essa referência. Moraes Moreira, Benito de Paula e principalmente Jorge Ben Jor, este que escapou de ser jogador profissional por pouco, talvez por isso tenha criado tantas musicas pensando no futebol, ele falou de um tal “Umabarauma” (atleta imaginário), do “Camisa 10 da Gávea” (O Galinho de Quintino), esse existiu e as vezes fazia coisas que ninguém podia imaginar, além de “Fio Maravilha” que foi jogador do Flamengo.

“…sacudindo a torcida aos 33 minutos do segundo tempo depois de fazer uma jogada celestial de gol, Fio Maravilha nós gostamos de você…”. Muita gente só conheceu essa música após surgir um goleador, que até hoje encontra-se na ativa. Nos idos de 1995, Túlio, fazia muitos gols e aproveitando para fazer seu marketing pessoal (ele sempre foi bom nisso) ensaiou o que a torcida alvinegra cantaria no Maracanã. “Túlio Maravilha, nós gostamos de você, Túlio Maravilha faz mais um pra gente ver…” Diz Túlio que está com mais de 800 gols, pra mim ele é um daqueles que mais conta do que faz gol. Pelé fez mais gols do que contou, muito mais de 1000.

Falando em 1000 gols, Romário também foi homenageado com uma canção gravada pelo filho de Elis Regina, Pedro Camargo Mariano.

Pode-se considerar como canções os próprios hinos dos clubes, alguns são verdadeiras obras-primas como o do América do RJ, “Ei de torcer, torcer, torcer, ei de torcer até morrer, pois a torcida americana é toda assim, a começar por mim…”, o do Fluminense: “Sou tricolor de coração..”, Botafogo: “…tu és o glorioso, não podes perder,perder pra ninguém”. Aliás a fonte dos hinos dos times cariocas é a mesma, Lamartine Babo, grande compositor e amante do futebol.

Ai, ai, o que seria de nós brasileiros se não fosse o futebol e a música.

Felipe Silvany





Pensamentos Musicais > O presente e o passado

20 03 2008

 

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Apesar de não ser uma coisa tão simples de fazer e ser complicado de acertar, as comparações sempre dividem as pessoas. Alguns consideram uma ousadia louvável, já outros recomendam a excomunhão, como se fossem membros da Santa Inquisição.

Infelizmente eu não pude acompanhar de perto, não contemporaneamente, os grandes cantores da década de 70. Sinto inveja, às vezes, daqueles que puderam ficar até altas horas da madrugada, todos os fins de semana nas discotecas no final dos anos 70 e durante os anos 80, não só pela musica “disco”, mas também pelos tempos de paz que o acompanhavam.

Esta época apresentou alguns ícones como Barry White, Billy Paul e Marvin Gaye. Gostaria de separar os dois primeiros para uma breve análise; ambos possuem a voz grave, alem de muita influência da musica “soul” americana e se dedicavam muito à musica romântica. O primeiro mais que o segundo, é verdade. Talvez nunca mais surjam cantores como eles, porém hoje em dia um cantor se aproxima, em se tratando de perfil. A música do subúrbio americano que mais faz sucesso na atualidade é o hip-hop, assim como o “soul” no passado; outro gênero de hip-hop que se aproxima ainda mais do som de Barry e Billy é o hip-hop romântico, que tem como uma das principais figuras Usher, hoje ele é exaltado pela mídia, é verdade, mas não deixa de adquirir fãs por sua voz, seu jeito de dançar e seu carisma.

Seguindo o estilo de Marvin Gaye, oriundo da mesma escola musical, surge Ben Harper, ele é bem adepto da Surf Music e como todo bom cantor negro americano tem influencia do soul. O cantor já até regravou um dos grandes sucessos de Marvin, “Sexual Healing”; ficou diferente, muito devido ao arranjo novo também.

Tenho certeza que comparar é uma faca de dois gumes.

Felipe Silvany





Pensamentos Musicais > Qual estilo musical representa o Brasil?

8 03 2008

 

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Numa tarde de sábado, encontravam-se três amigos numa praça pública de uma grande cidade brasileira. Eles cumprem esse ritual toda semana, é a hora em que podem aproveitar um ao outro; a discussão sempre repousa sobre futebol, política ou então o trabalho de cada um. Num momento inédito, eles se viram expondo suas diferenças a respeito de algo que quase nunca discutiam, a musica. Em dado instante da conversa a discussão veio a tona: “Qual é o estilo musical que representa o Brasil?”

O primeiro amigo, carioca da gema, lá de Botafogo, quase Copacabana, não titubeou: “Claro que a musica do Brasil é a Bossa Nova! Feche os olhos, comece a ouvir João Gilberto que você vai lembrar imediatamente do calçadão de Copa ou então daquelas livrarias e botequins dali de Ipanema; é romântico, rapaz! É Brasil! O nascer do sol, o pôr do sol e a lua repartindo o céu com as estrelas, tem tudo a ver com a Bossa”

O segundo amigo, carioca da gema também, só que lá de Ramos esbravejou: “Você não acha a Bossa meio burguesa, não? Eu fecho os olhos e consigo imaginar um cara lá na Marina da Glória jantando, com sua esposa, ele com um terno suntuoso, ela, toda de brilhante; Bossa Nova é só pra rico rapaz! A música do Brasil é o samba que fala sobre o povo mermo, mostra a alegria e a tristeza, é o morro em forma de música. O Bezerra da Silva, o Cartola, não cantam uma musica, eles cantam a alma do Brasil”

O terceiro amigo, nordestino de nascença, porém carioca por adoção não pensou duas vezes: “Musica brasileira é o forro, o baião, o xote, fala do nordestino, que está espalhado por esse Brasilzão aí, foi a gente que contruiu as grandes cidades brasileiras, embalados pelo forró de Luiz Gonzaga, lá no sertão era só “Vai boiadeiro que o dia já èvem…” quando a gente acordava e olhava praquele sertão lindo, depois que a gente foi pro Sul era “Minha vida é andar por esse país pra ver se um dia descanso feliz…” O Brasil não é só burguês e o pobre do morro carioca, é também o nordestino.

Um americano que estava ali por perto acabou ouvindo a conversa. Ele já morava no Brasil a uns cinco anos, não agüentando a ingenuidade de seus irmãos de pátria de adoção foi lá e disse: “Amigos, nada mais disso que vocês falaram é brasileiro, o governo americano veio aqui e resolveu patentear a musica, assim como fez com todas aqueles plantas medicinais lá da Amazônia. A Bossa é americana agora! lá nos ‘States’ João Gilberto virou o Jonh Gilbert e ele canta “She´s californian”, o samba agora faz o maior sucesso em New Orleans e divide espaço com o Jazz. Já o forró virou ‘for all’ e o Louis, quer dizer o Gonzagão, vocês chamam ele assim né? Pois é, ele virou um sucesso lá no meio do Texas, os cowboys adoram”

Não, não, não !! Acordei com o interfone tocando, 2 e meia da manhã minha vizinha me dizendo: `– “Que gritaria é essa? Eu preciso dormir..”

eu assustado, perguntei:

– “A senhora sabe se a nossa musica foi roubada pelos americanos?”

– “Ta maluco, menino? Você ta com problema né? Faça- me o favor de parar o barulho”

Voltei a dormir, só que dessa vez abraçado com um disco do Tom, um do Chico e outro do Gonzagão naquele dia.

Felipe Silvany





Pensamentos musicais > Músicas Sensoriais…

26 02 2008
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Esse título pode ser considerado um pleonasmo, aliás, no final das contas é isso. Sensorial é relativo aos sentidos; aprendemos desde pequenos que estes são 5, mas conforme crescemos os sentidos se unem a outros tipos de sensações. Música sensorial é aquela que você, ao ouvir, e após ouvir, produz algum tipo de sentimento diferenciado em você. O seu cérebro ao assimilar o som que está sendo produzido faz imediatamente uma conexão com algo ocorrido com você, pode ser a pouco tempo ou num tempo muito passado; ou seja, é uma relação totalmente empírica, união da experiência com o som recebido em dado momento; me perdoem os filósofos empiristas por utilizar este vocábulo neste escrito e com esta conotação, alguns devem estar rolando nos seus calmos mausoléus neste momento.

Não existe um critério estabelecido para a musica ser sensorial, aliás, critério há sim, e é completamente subjetivo, afinal para uns ouvir Pavarotti ou Andréa Bocceli pode causar arrepios, já para outros pode passar despercebido.

Para mim é totalmente sensorial ouvir “Who feels love?” de Oasis no carro de madrugada, retornando para casa depois de uma festa ou então de uma noite de conversa com os amigos.

Concluindo, você pode reconhecer uma musica sensorial ao perceber que ela influi no seu estado de espírito em determinado espaço temporal. E então, qual é a sua musica sensorial?

Felipe Silvany