PM > Onde nasceu o Brasil?

12 06 2008

A pouco ao ouvir “Tarde em Itapuã” eu observava o povo da Bahia; o povo e tudo mais que ele carrega junto de si; o seu modo de se comunicar, de gesticular, de interagir com o ambiente, enfim, de ser. Eu não estava em Itapuã, mas sim no Rio Vermelho, que é um lugar marcante de Salvador, é uma parte diferenciada da orla.

A Bahia é sem dúvida uma unidade federativa privilegiada, senão a mais privilegiada. Esse papo que inicio é sobre tudo aquilo que todos vocês já sabem; é a cultura, é a chapada, o litoral e o sertão, e é claro, a música. Esta que sempre vem colocando o nosso estado como tema central.

“Onde nasceu o Brasil? O nosso porto é seguro (…) terra que não tem idade, dona da felicidade, é mesmo assim a Bahia é o começo e o bomfim…” Cada brasileiro tem um pouco da Bahia, o Brasil “começou” aqui. A união de todas as culturas, dos povos de além mar; do velho mundo e do outro mundo que foi invadido. Os nativos aqui já estavam, foi essa mistura que originou o baiano; não é difícil encontrar muitos deles com a mistura das três etnias, algumas que se destacam mais nos traços, mas no DNA sempre vai haver os três sangues.

Mas falando de música, a Bahia já recebeu homenagens de Tim Maia (“O que vem da Bahia”), Benito de Paula, Charlie Brown Jr., Charlie Brown Jr.? Pois é, Chorão escreveu (“Sorria você acordou mais um dia, sorria você ta na Bahia..”), Silvio Caldas, Carmem Miranda, Dominguinhos, Clara Nunes e tantos outros.

Além de se destacar em vários estilos musicais, a gente ainda criou o nosso estilo próprio, lá pelos idos de 86, Luiz Caldas lançava o axé, como se conhece hoje, após Dodô e Osmar naquela fobica cheia de caixas de som ter imortalizado à nossa festa mais notória, que é o carnaval. Fora de época e em outros lugares do Brasil ele virou Micareta; e a primeira foi em Feira de Santana em 1937 que tem uma história curiosa. O carnaval acontecia normalmente em fevereiro em Feira de Santana só que em 1937 uma chuva como nunca ninguém tinha visto castigou a cidade, as autoridades locais precisaram modificar a data, alongando-a para abril, desde então a festa ocorre nesta mesma data.

Talvez a justificativa para se produzir tanta cultura aqui e sobre aqui seja as paisagens inspiradoras, o ambiente é diferenciado, o baiano vive de uma forma diferente, e convive de uma forma diferente, ao se dirigir a alguém com quem nunca conversou, trata logo com um sonoro “brother”, o baiano fala cantando e não com preguiça como muitos dizem aí pelo Sul.

“Ê Bahia, Bahia que não sai do meu pensamento…”





PM > Como é que se diz eu te amo?

5 06 2008

Inicio esse texto num domingo à noite, bem típico, daquelas depressões pré-semanais, talvez essa seja uma das horas mais inspiradoras da semana.

A banda que protagonizou o show que vou comentar nesse post, dispensa apresentações, talvez tenha sido ela a que mais criou um laço afetivo com o seu público no Brasil, apesar do imenso contra-senso de o seu grande maestro ter aversão a subir em palcos. Os seus fãs seguem a concepção radical da palavra, vem do fanatismo mesmo, essa banda conseguiu tocar o espírito do jovem brasileiro numa época em que eles viviam um período conturbado e de aparente mutação política, para o que viria a ser a “nova democracia”.

O show “Como é que se diz eu te amo?” ocorreu no Rio de Janeiro em 1994. Ele fica marcado pelo diálogo de Renato Russo com os seus fãs, ele conversa com a platéia como se estes fossem amigos de longa data, aliás para Legião, e sobretudo para Renato os fãs eram exatamente isso, cada letra da Legião servia para cada pessoa que recebia aquela mensagem, elas olhavam para as suas próprias vidas e se identificavam.

Voltando aos diálogos, gostaria de citar alguns e comentá-los; ao exemplo de: “Quem é que já sofreu por amor? (todo mundo grita) Isso tudo já se apaixonou de verdade? Eu sempre faço essa pergunta, porque, eu não acredito nisso! Eu cheguei a seguinte conclusão: se o amor é verdadeiro não existe sofrimento” Na seqüência inicia-se a música “Vento no Litoral”; parece que Renato demorou a chegar a essa conclusão; dizem que “Vento no Litoral” foi escrita baseada numa desilusão de Renato. Para quem é letrista, poeta, as desilusões viram letras fantásticas, como esta.

Outra declaração marcante de Renato nesse show foi: “Eu te amo, eu te amo (Renato, cantando) Quem que já ouviu isso? De verdade?! Como é que se diz eu te amo hoje em dia? (Platéia: “Eu te amo!”) Ah! Eu pensei que era: ‘Vamo ficar um pouquinho gatinha’ eu demorei tanto tempo para aprender a namorar, vocês nem sabem, com essa historia de liberação sexual, só ficava no papo…” O que mais impressiona nessa declaração é a sua contemporaneidade, é o seu encaixe aos tempos atuais, Renato falava de “ficar” à 14 anos atrás, algo que nem passava pela mente dos psicólogos da época, ou pelos chamados “analistas de comportamento”, pois é, ele sempre foi visionário, e defensor da valoração adequada do amor, e da relação com as pessoas; o “eu te amo” hoje em dia ficou banalizado, é usado com tamanha freqüência e desmedidamente, não é difícil assistir o desfecho de vários relacionamentos por motivos banais, e o “eu te amo”? dito anteriormente por esses mesmos casais, ficou onde?

Renato também lembra o aniversário da Legião, naquele outubro de 1994 seriam 10 anos de uma ascensão meteórica desde a divisão do até então “Aborto Elétrico”, ele afirma: “…a gente tá aqui no palco mas a verdadeira Legião Urbana são vocês” nada mais coerente, com o que citei anteriormente, o laço com aqueles que ouviam à Legião era bem forte. Renato lembrou também “… quem deu força para a gente foram os nossos grandes amigos os Paralamas do Sucesso, eles são os nossos padrinhos e nunca se esqueçam disso” A Legião abriu alguns shows do Paralamas e Hebert ficou encantado com o som dos garotos de Brasília através de uma fita demo com a música “Geração Coca-Cola”.

Renato ,como todos sabem, era ligado às causas políticas, não, ele não era filiado a um partido e não virou Senador ou Deputado; ele enxergava e fazia todos aqueles que escutavam suas músicas (as com temas políticos) enxergarem o mosaico político da época; nesse show ele declarou “…vamos torcer para que as coisas mudem, Eu não sei! (…) as pessoas acham que eu tenho a resposta, eu não sei qual é a pergunta!” O ‘mudar’ a que Renato se referia encaixava em mais uma esperança, que vinha com mais uma eleição, agora era a vez do FHC depois da frustração do outro Fernando. “Vocês vão fazer alguma coisa para concertar às suas próprias vidas? Eu cheguei a seguinte conclusão: não adianta concertar o resto, tem que concertar a gente, ajuda pra caramba(…)agora todo mundo vai pensar como é que o nosso país vai ficar rico(…) sem precisar matar ninguém” Renato pensava assim, e é uma verdade, o Brasil é de certa forma o que a sociedade espelha, são as nossas relações, é aquela malandragem, é o querer ser mais esperto que o outro, é o querer passar na frente e se sentir orgulhoso. A mudança tem que começar por nós e depois passar a tentar mudar o outro.

Escutar Legião é se emocionar, é se arrepiar, é saber um pouco mais sobre seus pais, sobre seus irmãos, sobre as pessoas que você ama, sobre seus amigos, é saber do que está acontecendo no seu país,e é tentar fazer um pouco mais por ele também.

A seguir, o link da minha comunidade “Como é que se diz eu te amo?” no orkut,

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=18277620

e um vídeo do youtube, do comercial do CD, lançado em 2001





PM > Neo-soneto da música….

29 05 2008

Quantas vezes, você se acalmou e conseguiu dormir ao ouvir sua mãe cantar uma daquelas músicas de criança?

Quantas vezes ao ouvir uma música você lembrou de um momento especial de sua infância e teve vontade de voltar no tempo?

Quantas vezes ao ouvir uma música você teve vontade de pegar o violão e tocá-la como se fosse um cantor famoso?

Quantas vezes ao ouvir uma música você teve vontade de pular para colocar toda a felicidade e energia para fora?

Quantas vezes ao ouvir uma música você lembrou de alguém que você gosta muito, mas que está longe no momento?

Quantas vezes as lágrimas escorreram por seu rosto ao escutar essa mesma música?

Quantas vezes ao ouvir uma música você lembrou daquele grupo de amigos que você não vê a algum tempo e teve vontade de revê-los?

Quantas vezes ao ouvir uma música você recordou um fato ou um lugar especial e teve vontade de ir até lá?

Quantas vezes, numa terça à tarde, meio cinzenta, você ligou o radio e escutou uma daquelas músicas melancólicas que te deu vontade de sumir do mundo?

Jamais subestimem o poder da música

Jamais suspeitem dos efeitos que ela pode causar em você

A vida nada mais é do que uma trilha sonora

Cada minuto de sua existência está rodeado por uma nota musical

Da mais aguda, no choro, ao nascer,

À mais grave, de uma ópera, que acompanha o último fechar dos olhos.

Felipe Silvany





PM > A prata que podia ser ouro…

26 05 2008

Na vida comum as injustiças estão por toda a parte; não me refiro aqui, às de cunho social, mas àquelas referentes ao reconhecimento da sociedade para com determinadas pessoas que fizeram e fazem de suas vidas grandes exemplos ou que produzem grandes feitos.

No mundo da música o não reconhecimento ou a valorização pormenorizada (que é o ponto aonde desejo chegar) ocorrem com muita freqüência Não é raro as pessoas esquecerem de grandes músicos do passado que influenciaram ou influenciam aqueles que produzem a música na atualidade. No Brasil o caso é mais grave, pois como todos sabem a memória do brasileiro é curta. Eu não me surpreenderia se daqui a 30 anos os brasileiros mais novos não conhecessem (devido a uma não propagação da história por parte das gerações anteriores) nomes como Raul Seixas, Tim Maia, Renato Russo ou Cazuza. Muita gente da minha geração não sabe quem é Erasmo Carlos ou quem foi Wilson Simonal; que para mim não são cantores tão “pré-históricos”, a jovem guarda não tem tanto tempo assim; aliás a humanidade não tem tanto tempo assim. Achar-se moderno na atualidade é um pouco de pretensão; e nem é tão bom ser tão moderno, a modernidade lembra muito o ideal capitalista que traz consigo a conseqüência da subtração de valores básicos para o ser humano, como o senso de coletividade.

Voltando ao tema central, desejo chegar à valoração pormenorizada que é feita pela sociedade a determinados cantores e bandas; estas que geralmente contam com grupo menor de fãs. No Brasil são exemplos Nando Reis e Biquíni Cavadão. O primeiro ainda goza de uma maior popularidade, mas que classifico como pequena para a sua grandeza; considero Nando um dos maiores compositores brasileiros da atualidade, aliás a algum tempo ele já ocupa este posto. Músicas como “Cegos do Castelo”, “Marvin”, “Por onde andei” e “O Segundo sol”, além de tantas outras mostram a genialidade deste paulistano com tanta facilidade para unir palavras numa melodia. Nando ganhou uma maior notoriedade a um tempo atrás quando produziu seu álbum ao vivo, gravado em Porto Alegre; uma coletânea só com as melhores canções.

Biquíni Cavadão, uma banda carioca, que já está na estrada a um bom tempo, possue um aglomerado de canções bem interessantes; as que fizeram mais sucesso foram os verdadeiros “hits-baladas” como “Janaína”, ”Dani” e “Vento Ventania”, porém as músicas que contém as letras mais bonitas como “Vou te levar comigo”, “Quando eu te encontrar” e “Meu reino” não ganharam tanta repercussão. O Biquíni conta com um público fiel que compra os Cd´s e acompanha a carreira de perto, é difícil achar um verdadeiro fã da banda que curte exclusivamente as músicas reproduzidas na rádio ou na TV.

Abaixo segue os links de dois clipes, um de Nando e outro de Biquíni Cavadão.

Felipe Silvany





PM > Bob Sinclair e o seu assobio e Noel x Hip hop…

15 05 2008

Bob Sinclair e o seu assobio

Bob Sinclair, para mim, é um ícone da música eletrônica atual, daí então, você me pergunta; as batidas das músicas são cativantes? Sim, mas o fator principal do sucesso de Bob talvez seja a sua voz, que é muito vibrante. A música eletrônica boa é aquela que você ao ouvir faz uma imediata ligação com os músculos do seu corpo, resumindo: a vontade de dançar aparece espontaneamente e com uma força incalculável. O Bob causa no ouvinte a vontade de dançar.

Outro traço marcante é o assobio, algo muito simples e ao mesmo tempo bem ritmado, que encaixa perfeitamente na música. Quando se popularizou no Brasil em 2006, a música “Love Generation” ficou marcada pelo assobio na introdução. Todo mundo queria assobiar, não precisa ser um grande cantor para assobiar, qualquer um pode fazer, talvez essa tenha sido umas das razões do apreço popular pela música de Bob, o assobio.

Noel x Hip hop

No ultimo dia 15/04 ouvi uma noticia de que Noel (integrante do Oasis) criticou a participação de membros do hip hop, como Jay-Z, num festival de música britânica, eminentemente roqueiro. Pela primeira vez na história todos os ingressos do festival não foram vendidos no primeiro dia.

O hip hop é um estilo musical que vem ganhando força nos últimos anos, pois como outros estilos, passou a ganhar mais espaço entre as classes sociais de padrões mais elevados. No passado, só os “guetos” americanos cultuavam o hip hop; hoje em dia até o filho do presidente Bush, se duvidar, gosta de hip hop. Apesar disso, as pessoas exageram um pouco a partir do momento em que desejam incluir o hip hop em tudo; a mídia também apela um pouco, certos canais musicais transmitem hip hop o tempo inteiro, para eles é mais comercial. Acho que o hip hop não é mais uma moda em que exploram até sair a “ultima gota do sumo” e depois largam; ele veio para ficar e como outros estilos musicais, possui um lugar no rol da música mundial, assim como o jazz, o rock e etc.

Enfim, se o festival, é de rock, para que ficar incluindo outros estilos no meio?. Vamos misturar, mas moderadamente, aos poucos.

Felipe Silvany





PM > As músicas divinas…

8 05 2008

Quando se quer afirmar que algo é divino busca-se na mente as figuras mais puras e celestiais existentes no universo, para alguns finito e para outros infinito. Apesar de não querer citar o lado eclesiástico da expressão, mas já admitindo a influência da Igreja na conceituação do que é divino, esta palavra nos faz lembrar de algo elevado, de um plano superior.

Pois é, num dia desses percebi o quão divinas são determinadas canções, para mim muito dos seus compositores e intérpretes receberam influência de seres elevados no momento da criação e da reprodução deste tipo de poesia cantada. Um exemplo básico é “Let it be”, que é totalmente transcendental, algo muito mais espiritual do que qualquer pessoa possa imaginar, é como se anjos tivessem tocando suas arpas e iluminando tudo ao redor. A própria letra fala até de certa “Mother Mary” que sempre leva conselhos reconfortantes.

Aqui no Brasil, há um exemplo de um grande poeta, que fez uma música que se enquadra facilmente na concepção da divindade cancioneira. “São 7 horas da manhã, vejo o Cristo da janela…” Cazuza quando escreveu “Um trem para as estrelas” estava realmente num momento de plenitude, numa purificação completa da alma.

“Velha Infância’’ segue a mesma linha; a tríade de Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown gerou uma das músicas que para mim mais tocam o lado inocente e singelo do amor.

A combinação da voz leve e flutuante de Marisa com a com o som bem grave, quase gultural de Arnaldo resultou no que é para mim uma obra-prima. O arranjo também ajuda, por ser bem melódico e simples com a parte percussiva representada por instrumentos que parecem chocalhos que produzem um som bem leve.

Ainda no Brasil, posso citar uma reprodução feita num show que resultou na gravação de um CD/DVD lançado em 2005; Leoni juntamente com Hebert Vianna cantaram “Canção pra quando você voltar”; a música passa uma tranqüilidade impressionante, causa no ouvinte uma quietude na alma e de que quebra a música encerra com um mantra budista; é bom para aqueles dias em que a pessoa precisa fechar os olhos e respirar bem fundo.

Para finalizar gostaria de voltar aos estrangeirismos para citar Coldplay numa música com um liame muito próximo com as outras citadas anteriormente; “Clocks” inicia-se com uma parte de piano clássico, fantástico. É daquelas músicas que faz você parar de fazer tudo o que estava fazendo até então, só para ouvir; se estiver com mais de uma pessoa, certamente o silêncio vai pairar no ambiente.

E então, qual música divina você me sugere ouvir?

Felipe Silvany





PM > Um pouco de Oasis…

1 05 2008

Talvez com Oasis eu tenha aprendido a verdadeira dimensão da expressão Rock N´Roll. Para mim, o Oasis é como a cristalização da expressão, é a forma material.

A banda nasceu no começo dos anos 90 em Manchester, mais uma cinzenta e laboral cidade inglesa e sempre trouxe a característica do rock britânico, com todas as influências que este permite adquirir.

A banda não seria a banda sem Liam ou Noel, este último que é a base, escreve as músicas, toca e até canta, e muito bem; Liam só canta, só canta não, o cara canta muito, não que ele tenha uma voz a lá Axel ou Kurt Cobain, mas é diferenciada, tem um estilo todo próprio, como deve ser a voz de uma grande banda de Rock.

Assim como toda banda clássica de Rock, Oasis vivia(segundo os integrantes não vivem mais) cercado de bebidas, drogas e mulheres, brigas também, não poderia faltar; aliás os irmãos Gallagher parece que nunca cresceram e a discussão entre eles é sempre comum. Discutir em cima do palco e resolver não cantar, uma atitude que poderia comprometer qualquer apresentação de banda, não é mesmo? Isso ocorreu com Oasis; na introdução de “Whatever” num show com orquestra (violoncelos, violinos e tudo mais) Liam começou a discutir com Noel e o som rolando, determinada hora Liam saiu do palco aos xingamentos, Noel com toda a sua tranqüilidade chamou a banda, tocou sua viola e cantou, tão bem, ou melhor, que Liam cantaria, a platéia ficou completamente extasiada.

Eles não negam nem nunca negaram a influência dos Beatles, existe uma história até de que quando John Lennon veio a falecer, após um fã, num ato que eu nem sei como explicar, ele não só matou um homem, mas antes de tudo um dos maiores símbolos da música e da paz naquele tempo de Guerra Fria; neste mesmo dia Liam viu sua mãe chorando na frente da TV, ele então se aproxima e pergunta o motivo, ela disse que um grande homem tinha morrido; tempos depois ele veio a saber que era Lennon, dizem que esta história foi a inspiração para “Live Forever”. Em clipes como “Don´t go away” e “Wonderwall” é possível perceber o visual de Liam muito semelhante ao de John Lennon, o cabelo com o mesmo corte, a franja e os óculos arredondados, clássico. Tem até a introdução de “Don´t look back in anger” que muitos dizem ser plágio de “Imagine”, além de outras “coincidências”.

O ano de 1994 foi muito importante para a banda, uma série de shows nos E.U.A. pôde expandir o nome Oasis num grande palco do rock, eles saíram de lá já com outros shows marcados. Além de ter sido lançado “Definitely Maybe”, álbum de estréia vendido mais rapidamente na história.

Como uma banda completa, eles tem músicas eminentemente rock n´roll, aquelas de extravasar, de por a raiva para fora, como “Morning Glory” e “Supersonic”; algumas bem melódicas como “The Masterplan”, outras para lembrar de alguém que você ta gostando como “Songbird” ou de um amigo do peito “Stand by me”.

Os riffs de Oasis são marcantes, para mim o mais especial é o de “Morning Glory”, que vem na introdução e finaliza com uma grande participação da bateria, realmente é inspirador. “Supersonic” também possue um riff inconfundível, daqueles que deixa a galera louca antes de se cantar o primeiro verso. No Brasil, o mais conhecido acorde talvez seja o de “Wonderwall”, acústico no começo, só violão.

Ultimamente a banda tem se dedicado á gravação do novo CD, nos estúdios em Los Angeles, já estão quase finalizando.

Escutem um pouco de Oasis, e quem já escuta, escute mais….

Felipe Silvany